No segundo trimestre de 2026, 11 dos 27 estados brasileiros registraram taxa de desemprego inferior à média nacional de 5,4%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE divulgada em 14 de agosto. Em cinco dessas unidades, a taxa ficou abaixo de 3%.
A queda na taxa nacional, que passou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo, reflete um recuo de 0,7 ponto percentual. Entre os estados, 13 apresentaram redução do desemprego, enquanto os demais mantiveram níveis estáveis.
O IBGE destaca que a variação entre as regiões está relacionada a fatores como grau de industrialização, evolução da atividade econômica e nível de instrução da população. A região Sul, em especial, se destaca com índices mais robustos em comparação ao Norte e Nordeste.
Além disso, a pesquisa aponta que 1,06 milhão de pessoas enfrentam o chamado desemprego longo – procura ativa há dois anos ou mais – o menor número registrado desde 2012, representando queda de 15,6% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Em termos de gênero, a taxa de desemprego masculino ficou em 4,6%, abaixo da média nacional, enquanto a feminina atingiu 6,4%, acima da média. Quanto à raça, a desocupação de pretos e pardos (6,9% e 6,1%, respectivamente) superou a média, enquanto a de brancos ficou em 4,2%.
O levantamento abrange pessoas com 14 anos ou mais, incluindo todas as formas de ocupação, e considera desocupada apenas quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Foram visitados 211 mil domicílios em todo o país, incluindo o Distrito Federal.
Os dados reforçam a importância de políticas regionais de estímulo ao emprego, sobretudo em áreas com menor índice de industrialização, e destacam a necessidade de ações específicas para reduzir o desemprego entre mulheres e grupos raciais historicamente desfavorecidos.







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