Em junho de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e registrou que a participação feminina no mercado de trabalho formal aumentou, reduzindo a diferença em relação aos homens. A taxa de ocupação feminina subiu para 46,4% dos postos, contra 53,6% dos homens.
No total, o Brasil conta com 62,8 milhões de vínculos formais, incluindo trabalhadores com carteira assinada e agentes públicos. Das vagas, 29.182.235 são ocupadas por mulheres, enquanto 33.708.974 são preenchidas por homens.
Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o país registrou 10,1 milhões de novos empregos formais. Dentre eles, 5,8 milhões foram ocupados por mulheres e 4,3 milhões por homens, evidenciando um crescimento mais rápido para o sexo feminino.
A análise racial mostra que 27,3 milhões de trabalhadores se autodeclaram pardas, 26,8 milhões brancas, 4,6 milhões pretas, 600 mil amarelos e 239 mil indígenas. O número de vínculos sem informação racial caiu de mais de 17 milhões para 3,1 milhões, resultado de campanhas de conscientização junto às empresas.
Quanto à escolaridade, 54% dos trabalhadores (33,7 milhões) possuem ensino médio completo, enquanto 15,2 milhões têm ensino superior ou pós‑graduação. A maioria dos empregados (74%) tem 30 anos ou mais.
O salário médio dos trabalhadores formais ficou em R$ 4.389,49. O setor de serviços lidera a geração de empregos, com 38,2 milhões de vagas, seguido por comércio (10,5 milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3 milhões) e agropecuária (1,8 milhão).
Embora a diferença de gênero tenha diminuído, as mulheres ainda não alcançaram a maioria dos postos de trabalho. O avanço indica progresso, mas ressalta a necessidade de políticas que continuem a promover a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho brasileiro.







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