Na quarta-feira (29), o dólar encerrou a sessão em queda, fechando em R$5,10, após o Federal Reserve (Fed) decidir manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%. A decisão, considerada moderada pelo presidente Kevin Warsh, foi acompanhada por um debate interno no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), onde nove membros votaram pela manutenção e três pressionaram por um aumento de 0,25 ponto percentual.
O mercado interpretou o discurso do Fed como menos agressivo, o que resultou em uma valorização do real e em perdas globais para o dólar. A diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos favoreceu operações de carry trade, contribuindo para a queda da moeda americana.
Enquanto o câmbio se beneficiava, a bolsa brasileira registrou queda de 1,52% no índice Ibovespa, com os bancos sendo os principais responsáveis pelo desvio. A Petrobras, entretanto, conseguiu mitigar parte das perdas, com suas ações ordinárias subindo 2,35% e as preferenciais 1,92%, impulsionadas pela alta do preço do petróleo.
O preço do petróleo disparou em torno de 7%, com o Brent fechando em US$ 88,09 por barril (+7,32%) e o WTI em US$ 84,46 (+6,56%). A alta foi motivada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, declarações de Donald Trump sobre possível resposta militar e a queda inesperada nos estoques semanais de petróleo nos EUA.
Na esfera internacional, o S&P 500 de Nova York encerrou em queda de 1,55%, refletindo a cautela dos investidores diante da perspectiva de futuros aumentos de juros nos Estados Unidos. Apesar das incertezas, o mercado continua precificando uma alta de juros na reunião de setembro.
O cenário global, marcado por tensões geopolíticas e volatilidade nos preços do petróleo, continua a influenciar os mercados brasileiros, que observam atentamente as decisões do Fed e os movimentos do câmbio.







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