Geral

TSE discute estratégias para combater o uso de deepfakes no processo eleitoral

Reunião entre ministros busca definir diretrizes de atuação da Corte diante do avanço da inteligência artificial nas campanhas

TSE discute estratégias para combater o uso de deepfakes no processo eleitoral

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniram-se nesta terça-feira (18) para debater mecanismos de combate à disseminação de deepfakes durante a campanha eleitoral. O encontro, convocado pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, teve como objetivo principal definir como o tribunal deverá atuar para enfrentar o uso de tecnologias que simulam a imagem e a voz de pessoas reais de forma realista.

A reunião ocorreu a portas fechadas e, até o momento, não foram apresentadas declarações oficiais sobre os pontos discutidos. A expectativa é que as deliberações resultantes deste debate sejam aplicadas nas próximas sessões do tribunal, momento em que o TSE deverá julgar os primeiros casos envolvendo o uso de deepfakes no pleito deste ano.

O debate sobre o tema ganhou relevância após o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), utilizar uma simulação de um pronunciamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — que se encontra em prisão domiciliar — durante o evento de lançamento de sua candidatura.

A tecnologia de deepfake utiliza inteligência artificial para criar ou alterar conteúdos audiovisuais, como vídeos, fotos e áudios, mimetizando o rosto e a voz de indivíduos de maneira extremamente verossímil, o que impõe novos desafios à justiça eleitoral.

Vale lembrar que, em março deste ano, o TSE já havia aprovado um conjunto de regras específicas para o uso de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro. Essas normas são aplicáveis tanto a candidatos quanto a partidos políticos.

Entre as diretrizes já estabelecidas, os ministros proibiram que provedores de inteligência artificial ofereçam sugestões de candidatos para votação, mesmo que os usuários solicitem. A medida visa impedir que algoritmos interfiram na liberdade de escolha dos eleitores.

Outro ponto de controle aprovado pela Corte é o combate à misoginia digital. O TSE proibiu a publicação em redes sociais de montagens que envolvam candidatas, bem como o uso de fotos e vídeos que contenham nudez ou pornografia.

A Corte também reafirmou a responsabilidade dos provedores de internet. Caso não realizem a retirada de perfis falsos ou de postagens ilegais de seus usuários, as empresas poderão ser responsabilizadas pela Justiça.

O calendário eleitoral prevê que o primeiro turno ocorra no dia 4 de outubro, com a eleição para deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e presidente da República.

Já o segundo turno está agendado para o dia 25 de outubro. A nova votação pode ocorrer nas disputas para os cargos de governador e presidente, caso nenhum candidato atinja mais de 50% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos) no primeiro turno.

Fontes

  • agenciabrasil.ebc.com.br - https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-08/tse-debate-combate-deep-fake-nas-eleicoes

Comentários

0

Nenhum comentário aprovado ainda.

Leia também