O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou no domingo (23.ago.2026) durante entrevista à Record que os resultados fiscais e econômicos de sua gestão superam os registrados no governo de Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e busca contrapor críticas da oposição sobre o custo de vida.
Sobre o déficit fiscal, Lula declarou que a administração anterior fechou com 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a sua, em quatro anos, atingiu no máximo 0,8%. Segundo o petista, trata-se do menor patamar desde o governo Dilma Rousseff.
O Poder360 ressalta, contudo, que o presidente não mencionou o endividamento da União, que alcança quase 82% do PIB, indicador frequentemente citado por analistas como ponto de atenção para a sustentabilidade fiscal.
Na comparação inflacionária, Lula afirmou que a média geral no governo anterior foi de 6,2%, contra 4,5% na sua gestão. Em relação aos alimentos, disse que a alta acumulada em quatro anos na gestão passada chegou a 56,16%, enquanto no período de 2023 até agora somou 13,64%, o que representaria uma redução de quatro vezes.
O presidente também citou o mercado de trabalho. Conforme seus dados, o desemprego no governo anterior chegou a quase 8%, caindo para 5% no atual. Sobre geração de vagas, alegou que a gestão passada criou 6 milhões de postos, enquanto a sua teria gerado "10,6%, 100 milhões de empregos", conforme a transcrição da entrevista.
Quanto ao crescimento econômico, Lula disse que a média do antecessor foi de 1,4% ao ano. Em contrapartida, afirmou que nos três primeiros anos de seu mandato a expansão superou 3% e que, mesmo com uma projeção menor para 2026, a média ficaria em torno de 2,8%, o dobro da registrada anteriormente.
O petista atribuiu a "sensação de que está caro" ao nível dos juros e ao que chamou de mudança de "hábito" da população. Defendeu a criação de um programa de educação de economia popular para que os cidadãos compreendam melhor o cenário macroeconômico.
Lula direcionou críticas ao que classificou como "pirotecnia" de adversários, referindo-se a uma exibição de picanha em supermercado para denunciar preços altos. Ele sugeriu que a oposição, incluindo o mercado financeiro da Faria Lima, deveria acompanhar os dados do IPCA para reconhecer a melhora nos indicadores.
A entrevista insere-se na estratégia de comunicação da campanha à reeleição, na qual o presidente busca transformar dados macroeconômicos em argumento político diante da percepção popular sobre o poder de compra.







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