O Brasil e a Coreia do Sul assinaram, nesta segunda-feira (27), comunicados conjuntos para ampliar a cooperação bilateral no setor de minerais críticos e estratégicos. A medida visa fortalecer a parceria entre as duas nações no segmento de mineração, estabelecendo diretrizes para criar cadeias produtivas mais sustentáveis, diversificadas e resilientes, essenciais para a transformação digital e a transição energética global.
Um dos pilares centrais do acordo é o incentivo ao processamento e refino de minerais em território brasileiro, preferencialmente próximos às áreas de extração. O objetivo é aumentar a agregação de valor aos recursos naturais do país, reduzindo a exportação de matérias-primas sem beneficiamento e atraindo investimentos para etapas industriais mais complexas.
A cooperação entre os países também abrange a transferência de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação. Para viabilizar essas metas, os governos pretendem criar mecanismos permanentes de intercâmbio técnico, visando ampliar as capacidades institucionais voltadas ao desenvolvimento do setor mineral, sempre respeitando a soberania e a autonomia nacional nas políticas públicas de exploração.
O movimento intensifica a aproximação entre as duas nações, iniciada em fevereiro deste ano durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coreia do Sul. Na ocasião, foi lançado o Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica Brasil-Coreia 2026–2029, que já previa os minerais críticos como prioridade para a cooperação bilateral.
O foco recai sobre matérias-primas fundamentais para a fabricação de baterias e veículos elétricos, como lítio, grafita, níquel e terras raras. Além da mineração, o acordo prevê colaboração em áreas ligadas à energia limpa, incluindo hidrogênio de baixa emissão de carbono, bioenergia, combustíveis renováveis, eficiência energética e tecnologias de captura de carbono.
A parceria ocorre em um momento de crescimento nas relações comerciais. Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões, com o Brasil registrando um superávit de US$ 168 milhões nas operações entre os dois países.







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