Aos 93 anos, o ator Ary Fontoura abriu as portas de seu casarão no Rio de Janeiro para a gravação do programa "Em Família com Eliana", exibido no domingo, 23 de agosto, e revelou detalhes da história da residência, construída em etapas ao longo de décadas.
Durante a visita, a apresentadora Eliana conheceu ambientes como o amplo jardim, a academia e a piscina coberta, espaços que compõem a rotina atual do veterano na propriedade.
Ao apresentar a casa, Ary Fontoura explicou que a configuração atual não partiu de um projeto único, mas resultou de ampliações sucessivas realizadas sempre que havia recursos financeiros disponíveis.
"A minha casa tem várias histórias. É uma casa que foi feita aos poucos, sempre que o dinheiro sobrava, eu construía mais um quarto, uma sala", contou o ator durante a atração.
Por ter sido erguida em diferentes fases da vida do artista, a mansão não segue um estilo arquitetônico definido, reunindo, segundo ele, "todos os tempos" em sua estrutura.
"Ela não tem estilo, ela tem todos os tempos dentro dela. Ela é igualzinha à minha cabeça. E a minha cabeça gosta de novidades. Eu sou aquariano!", brincou Fontoura.
A área externa chama atenção pelo jardim extenso, que garante contato com a natureza, e pela piscina coberta, que permite o uso da estrutura de lazer com mais proteção.
A gravação contou ainda com a chegada inesperada da atriz Flávia Alessandra, amiga de longa data do anfitrião, que participou do encontro e falou sobre a admiração mútua.
"Eu sou muito apaixonada pelo Ary, ele sabe disso. É uma paixão que ambos mantêm", declarou Flávia Alessandra, ressaltando a capacidade do veterano de reunir histórias após tantas décadas de vida e carreira.
Natural de Curitiba, Ary Fontoura abandonou o curso de Direito no último ano para seguir a carreira artística, iniciando no teatro, rádio e circo, além de dirigir teledramaturgia na TV Paraná antes de se mudar para o Rio de Janeiro em 1964.
Na Globo desde a década de 1960, estreou em novelas em 1968 com "Passo dos Ventos" e construiu trajetória marcada por personagens como Aristóbulo Camargo em "Saramandaia" (1976), além de papéis em "Guerra dos Sexos", "Roque Santeiro", "Tieta", "A Viagem", "A Favorita", "Amor à Vida", "Êta Mundo Bom!", "A Dona do Pedaço" e, mais recentemente, Seu Lampião em "Fuzuê" (2023).
Além da televisão, acumula mais de 20 filmes e 40 peças de teatro, tendo recebido dois Troféus Mambembe de melhor ator (1983 e 1986), e conquistou mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais durante a pandemia de Covid-19, ao compartilhar sua rotina com humor.







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